terça-feira, 30 de agosto de 2011

Inexpressívelmente


(Foto: Cristiano Estrela/Agência RBS)
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL429004-5598,00-CHUVA+CAUSA+TRANSTORNOS+NO+TRANSITO+DE+PORTO+ALEGRE.html

Inexpressivelmente

Osho diz....
Nunca ouça o dito
Ouça o inexpressível
Ontem eu ouvi muito
Durante o dia inteiro
Ele soou
Daí a César o que é de César
A natureza agradeceu eufórica...
E eu feliz perambulei
A cada face eu lia
Ela manda e tenho que
Agüentar caladamente
Sua sapiência
Então fica assim
Ela cutuca todo o santo....dia

Violetta

domingo, 28 de agosto de 2011

Ó Céus!


Ó céus!
Que mal eu fiz ó pai do céu!
Deve ter sido a conta que não paguei...
Ou o carro que não lavei...
Será que foi o celular que esqueci
Ah deve ter sido a falta que me dei
Puxa!! Será a poça que saltei?
Já sei foi o rádio que liguei....
Violetta

sábado, 20 de agosto de 2011

Divagando...







Infortúnia voz

um anjo segredou-me
um infortúnio
desde então escondo-me
pois isto lacrimejou-me
a vida por inteiro
disfarcei-o em medo
assim ficaria fácil de carregá-lo
medo todos possuem
cotidiano normal
o anjo suave
deixou-me assim
triste
descrente
o anjo então enviou-me
em sonho uma luz
agora escrevo-a
segredo meu
disfarçado em cutucantes
e viciantes ironias
assim aos poucos
perfumo minha tristeza
de ouvir aquela voz
tão infortuíta....


Violetta

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Misticismo


Misticismo


Movimento perfeito
Quando nos despimos
Dessa rotina
E vestimos a nossa
Real veste
A suavidade forma
De ser humano
Sem estas lidas
Estereotipadas
Acadêmicas
E midiáticas
O problema
Sempre será
Guardá-las nos cabides
Das horas,dos dias,dos meses,dos anos...
Movimento perfeito
O de lavá-las na chuva...


Violetta

Atualização



Atualização

Você já sentiu a dor do medo?
A cor dele?
A voz dele?
Se sentiu é humano
Caso não
Acorde já
Pois seu corpo
Sangra também....
Lacrimeja
E clama pelo outro
A dor do medo
Paralisa
Lateja
E deixa-nos
Indefesos de nosso próprios
Pensamentos e ações
Você já sentiu a dor do medo?
O som dele?
O odor dele?
Se já....então sabe
Que nunca mais ele deverá retornar...

Violetta

Pensamento


Sabedoria oriental

Liberta mas lembre-se
Você carrega a chave
Desta libertação


violetta

Estudo de Caso

Estudo de Caso


Você só deixa-se aprisionar
Quando você realmente quer
Assim
Logo que queira
Voe
E muito alto
Tanto que sua mente
Trôpega nunca mais o alcance
Volte límpido
Puro
E deixe tudo o que passou
De lado....
Pois tudo o que passou
Na verdade foi a mentalização do outro
Que não te compreende
Que não te aceita
E que não pode ser como você...
Em História
Isto denomina-se
Mentalidade
Poder ,ideologia
Em sociologia
Controle das massas
Antropologia
O comportamento da
Sobrevivência
E no misticismo
Isto chama-se
Vida.....
Assim repleta
De desvios
Que levam a você
Ser humano
Um animalzinho da natureza
Como todos
Que nela habitam
E que dela precisam.
Neste planeta que chamamos de Terra

Violetta
http://www.flickr.com/photos/renatoluizferreira/3807525609/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A uns certos professores que levaram zero da aluna.






Chovendo Alma Minha


A chuva cai sobre o asfalto
sobre os telhados, sobre os cegos olhares
a chuva penetra nas idéias e nos devaneios
nos sabores e porque não nos teus temores....
a chuva vem , com ela todo o meu ser
esmiuçado um tanto acabrunhado
pois a cada pingo a rolar
no escuro da cidade
permanço intacta
as dores foram tantas
e a ira conflagra-se ao futuro
permanecerendo nele
para azar teu
pois a chuva molha
inunda tua alma pérfida
corrupta e lasciva
de mim tua presa
a chuva e só ela
abençoa-me
a chuva que cai agora
desperta-me
pois o Sol habilmente
protegeu-se numa nuvem
e tu aí a me procurar em vão
a dilacerar meus sins a toa
a cada tua desconstrução eu
me refiz,sem o teu guarda-chuva
mesmo com a noção
ingênua do romantismo
que a ti resolvi imputar
pois sobre a capa dele
sobrevivi a cada investida tua
disfarçando-me de ninfa
em perigo das altercações tuas
estarei na chuva
por todos os cantos
mas não em espírito
sim ali no café te esperando
vida minha ao sabor
da chuva.

Violetta




Cheirinho de Café



Cheirinho de Café

Quem ama cuida
protege de longe
com olhos do mais
puro amor
ou de perto
com um abraço...
aconchegante
quem ama não
aprisiona,nem aniquila
nem chacota
deixa-se livre..
deslizando pela
alegria do viver
aos saudosos lábios
beijas o do ser amado
estremecimento este
magnifico,magia pura
em se perceber o prazer
da pele tão saciada
ao final da dilacerante
distância , o amor zela..
isto para quem ama
coisa rara....pois
gente fria, zombando do próprio
inocente em sua essência
nem querem....
quem ama não penetra
nas camadas mais profundas
de um coração solitário
Deposita-se delicadamente
como o aroma do café
numa manhã de esperança
aquela que só quem ama sente
portanto quem ama não espiona..
não coage,nem tão pouco
sabota o ser adorado.
desconstruindo os sonhos
queridos pois ao espionar
perde o ser que ama
pois este muito inteligente
vai se libertar do canibal
psicopata que analisa
cada ato do ser amado
este fingindo-se mortal
ao ponto de sedutoramente
tatuar na pele do infiél tratante
seu nome para sempre.
Liberdade,dignidade e
indiferença....

Violetta

Sedução





Sedução...

Quero seduzir-te
históricamente
e irás descobrir decerto
que História é mais que fatos,datas e críticas
e letreiros em magazines e jornais
imagens,sons ,sangue,depravações
descobrirás com sabor de café
pois,
História é um show ,
um cabaré,
uma orquestra melodiando este teu
mundinho tão bobinho
tão vazio de emoções,
tão cheio de rituais grotescos e vazios de fé
História meu caro
é algo tipo o que toca agora
no rádio um Blues,um Jazz,
uma deliciosas Bossa
o gingado do Samba ,um louco Rockpop
aquela marchinha de Chiquinha Gonzaga...
ou seja o Hino à Humanidade
Quero e vou te aprisionar
nestes acordes
sensualmente
nunca mais serás o mesmo...
e quando chover num noite vazia
sem o teu amor
…..serás feliz.....
ao som da musicalidade da vida......
a que te trouxe a mim....
Historiadora

Violetta

História não é Imprensa


Olhar Histórico
de uma surda ,
cega e apaixonada
alma ...
o Historiador este
que não é jornalista


Música a alma humana
esta tão incoerente
viciada atróz
História a esperança
e a insanidade?
a tortuosa mente
de um proclamador
de extras! extras!extras!
Esta maravilhosa distração
confluente
travestida de Realidade
jornalismo
Histórico será?
mas...e as outras ciências...?
apenas vãs e pretenciosas
ações especulativas
deste confluir entre
a melodia e o decifrar
de uma alma saudosa
perdida....
destemperada
de si......
será?
Mentalidade...
Imaginário
ou Factual.....
creio pois a nossa simbólica ,
Alma Psicótica...imaginária
e apaixonada a de nascer
mentalmente Historiador.

Violetta

domingo, 7 de agosto de 2011

Feminilidade


Feminilidade


Todas as tardes quando ia visitar minha avó,chegava a porta da casa,e um aroma delicioso de café quentinho.Sentia-se o aroma envolvente ao abrir a porta da sala .Vinha ela enorme,pois era alta,sorridente e brincalhona,com um pedaço de pão com manteiga na mão.Convidando-me a entrar e lá eu ia toda faceira para o mundo da fantasia.Naquela casa eu sonhava e não havia tempo perdido.Um dia me perguntaram se sinto falta daquela casa.Ainda sinto com sabor de café preto com leite condensado e pão com manteiga .Lendo a revista Cruzeiro e Manchete,ouvindo rádio e brincando no quintal com os cachorrinhos e gatos que ela cuidava,sem medos....sem anseios,sem compromissos..pura brincadeira de criança ,o melhor brinquedo a vovó.
Minha avó não sabia ler e escrever,mas adorava Geografia e contar suas histórias de Porto Alegre que amava muito.Cresc.,Não brinco mais no seu quintal,nem tomo o seu delicioso café,muito menos tenho seus beijos...contudo tenho aqui comigo a sua feminilidade e o carinho que ela me ensinou .Porém...só poucos o sabem,pois este presente só dou a quem como eu ouve o vento......

Obrigada vovó.....pelo café preto com leite condensado e suas histórias de Porto Alegre.

Junho 11 / 06

Ganho-me


Ganho-me


Não me peças conchavos
pois não os faço
nunca os fiz
prefiro perder
ganho-me
então......
com a tua ilusão
de ter-me
em vão
corrompido
pelo pavor teu
em destruir-me
na tua concepção

Violetta

No Escuro da Noite


No escuro da noite

Numa noite fria
senti o beijo do meu pai
entrou-me face a dentro
perspassou meu corpo
acordei no escuro do quarto
não havia ninguém
o telefone tocou
meu pai havia morrido
veio se despedir
no escuro da noite
nunca mais
a noite foi a mesma
nem os beijos que recebi de meu pai.

Violetta

Escrevo


Escrevo

Quando escrevo
poesias,contos
micro-contos
frases tantas
não é para editar
nem criticar
muito menos enricar
nem tão pouco
exibir-me contudo
é somente libertar a dor que
em mim habita
esta que vivo a
lacrimar
e expulsar você
tristeza de vez
da monótona
vida minha

Violetta

Onde o Sol nunca Termina


Onde o Sol nunca termina


Quando me perguntam se um dia voltarei?
digo-lhes que não!
pois nunca parti....
apenas deixei de pintar o sete...
no velho cais....
agora perambulo na nuvem
ela leva -me a outros portos
somente um será meu porto seguro
este fica além do Equador.....
do lado de lá.....
do lado do Sol
e onde o dia nunca termina......
e os telhados são
vermelhos

Violetta

Vovó


Vovó...


Ando com vontades de
ver o mar
de andar de bicicleta
comer pipoca
e beber coca -cola
vontades....tantas
neste andar devaneio
chuvoso ou ensolarado
tanto faz
o sábado me avisa
a música está perto..
ando com saudades
de sorrir e te contar os
segredos que aprendi
a pincelar ,a mascarar
a despistar....e também
a temer
pois as vezes um monstro
ruidoso
perambula nos meus mais
íntimos segredos

Violetta

Denise


Um presente a uma amiga

Alguém
Que tinha os olhos da felicidade
E foi-se
Num ato triste
Se foi...
E com ela a tal felicidade
Agora ando assim
Sem luz
Pois ela acendeu-se
Em outro local
Iluminando outras galáxias
Alguém que quando olhava
O futuro brilhava
Agora
Ficou o breu...

Violetta

Primorosa


Opereta de um Ditador

Num ato fatídico
A faca insere-se na pele
Do pobre ator
Sob forma de direção
O ato assassina a personalidade
Da vítima cênica
A voz cristalina
Ou barítona
Grita socorro
à platéia
Mas esta surda
Aos apelos
Aplaude extasiada
Diante da criação
Do impiedoso
E mavioso
Diretor
Este atroz psicopata
Que cria ,alimenta e concebe
Assolando e ferindo
a inconsciência do pobre ator
provocando o seu despertar
conscientemente encantador
fazendo a platéia vibrar
o Êxtase
máximo
desta trágica e cômica
mente teatral
espetacularmente
compartilhada de uma maneira
torpe ,infame,impuro ,obsceno
algo pedófilo
assim o pobre ator
é sucumbido pelo intrépido
e repercute a Opereta
ao mundo inteiro
antropófaga cênica

Violetta

Cômica


Profundo e Ferino Compasso

O impulso da inspiração
Vem da profundeza do ser
Humilhado
Dilacerado
Esfacelado
Pela alma cruel
Do maestro
A inspiração
Ó dor!!!
Facada no coração
Desta ladina inspiração
Que zomba da minha aflição
Ó promíscua
Desafeto máximo da razão
Esta que me atirasses
ao coração .

Violetta

Misteriosamente


Misteriosamente
Fui aos poucos
Aliciando meus inimigos
Neste ato de gato e rato
Fui montando o quebra cabeça
Ora medo pois
Ora doida tanto
E poucas
Muito mesmo
Sabiamente
Pois se o fizesse
Não obteria
O prazer de cutucá-los
A cada bisbilhotar...
Lia os códigos
Tão docemente disfarçados
Ora nacionalmente
Ora citadamente
Tudo ilusão
De uma mente em vão
Assim
Neste ato cruel de desprezo
Humilhações tamanhas
E amores muitos
Apostas todas
Muitos ganhadores decerto
E os perdedores mil
Deste meu doce fingir
Fingindo-me liberto-me
Agora
Necessito
Escapulir das vossas
Observações
O dia avisa então
Que para isso
Deverei camuflar-me
São tantos os disfarces
Desviando inimigos meus
Um deles é cortinar-me
Outra desconectar-me
E outra
Enlaçá-los
Na teia da minha insana
Mente
Cutucante

Violetta

A Cartomante e a Razão


A cartomante e a razão


Nas cartas estava lá o meu destino
Nunca tão atrapalhadamente
Assustador
Num ato de crueldade
Seres torpes
Resolveram invadir o meu
Absoluto sossego
A cartomante havia avisado
O surgimento
O enlace
E a surpresa
Esta só eu sei
Ficando para um dia
Talvez...
Tal deslumbramento
Violetta

Confidências


Confidências

Prazer que não abro mão
É o de escrever
Pois escrevendo
vou me desfazendo
Destes demônios
Que nem são meus
Vão se alojando durante
As horas ,dias e noites
Quando escrevo seja o que for
Da ficção a realidade
Da provocação
A satisfação
Faz-me bem por demais
A simultaneidade presenteou-me
Muitas vezes com amizades letradas
Poucas mas férteis
Outras um toque de vulgaridade
Que desenvolveu minha sensualidade
Algo que só você aí
Sabe... você que sempre
Soube..
,sempre lembrou de mim
Ahan...
a cartomante confidenciou-me
Você

O Sabor do Sexo





O sabor do sexo


Libidinosamente
Percorre lábios
Meus e vossos
Corruptos do devasso
desejo
Palpitando aurículas
E ventrículos
Neste movimento
Cadenciado
Pelo meu e o teu
Provir,ritmo intenso
Consagrado
Eleva-se alma
Minha e tua
místicas
pecaminosas
insandecidas
Confesso soberba submissão
A isto que todos
Denominam a perca
Da razão irrefutável
Paixão pela vida
Um tesão que a gente
Só sana quando realiza
O que se quer....
Mio qual gata no cio
Não adianta impedir
Aprisionar
Lançar a calabouços
Manicômios tantos
Muitas vidas
Por séculos
Retornarão
A este estado lascivo
Arrebatador
Saciando
a carne libidinosa
como uma banda de blues
No rio abundante numa noite
Da mais libertária lua azul
Irão te atormentar...almas essas
Viva a liberdade!
Isto é sexo....
Isto é demoníaco
A voluptualidade
Do Sabor a vida....
Lascivamente.


Violetta

Você é Feliz?






Você é feliz?

Feliz sou
E sempre fui
Quando posso
Lembrar-me das
Maravilhosas paisagens
Temperanças
Do meu tarô
A liquidez do mundo
Que vou conhecer
Num belo veleiro
Esqueço então logo disto
Desta insistência
Infelicidade rançosa
Que você quer tatuar
Na minha pele trigueira
Se você perto está
Infeliz sou ,ruim me torno
Estou
Estarei
Reflito alma minha
Assassina até..revelo-me
Do seu mais sublime
Me querer manipular
Endoidecer e humilhar
Pois o tempo todo
você observa-me
E neste observar
Perco-me
Contradizo-me
Incendeio-me
Puro asco
De você!!!!!!!
E sou assim
Por você perto estar
Então ..todo o meu corpo
Arma-se ao seu
O embate dos titãs
Provocando raios e fogos
Terremotos
Maremotos
Furacões de pura ira
nem imagine o quanto....
desejo torturar-te
Se vá !Deixe-me!!
Ser a mim
Mesma
Assim
Neste maravilhoso
Viver
O que tanto te insulta
Feliz ficarei
Sem você.....
Alma tortuosa
Incestuosa
Fruto da Inquisição
Pois a cada ameaça tua
Ao meu subverter este
Mundo
tão ausente de mim
Sigo ..apesar de você
Como diz Chico na canção
Aqueles olhos verdes
Maravilhosos.....
Que você não os possuí
Pois se os tivesse
Não ficaria tentando
Levar-me ao
Fundo do poço dos depressivos
Este que chamamos de suicídio
Aquele que os tolos
Fazem em nome do amor
Divino...inebriante....pura tolice
Quão bobos..
Já o tenho
Habita em mim
Pulsar este que brilha
A cada vez que perambulo por aí
Pela vida...
A cada esquina....
A cada ponte....
A cada estrada.....
A cada praia.....
A cada cachoeira...
Desliza e segue
Sem você....
Sem o seu insistente
Olhar a me cobiçar
A me torturar
A me manipular
Feliz está você
Sem mim
Agora?
Deverá
Ou não...
Pois....sem mim
Você deixa de existir
Ó ilusão!
Projeção
De uma alma azul
Esquecida
Da bela e
Sagrada liberdade
A Vermelha
Aquela que sangra
Nesses vastos territórios
Aos quais irei...
pousarei
mergulharei
Navegando na felicidade
Sem você....
Eu estou muito feliz
Novamente comigo
Como foi sempre..
Sem você......
Inimigo meu

Violetta

sábado, 6 de agosto de 2011

Acordou,pois não?


Acordou,pois não?


Dizem por ai que o amor vive a sorrir
cantarolando a todo canto
Oh! Como sou feliz!
Rodopia pelas ruas
convidando doces velhinhas
espalhando a mais pura alegria
deixando a todos atônitos
sorrisos e canções
pura comercialização publicitária
estas que os jornais proclamam
a felicidade da descoberta
do feliz amor....
casaisinhos românticos nos cinemas
outros em bares e parques
bucólico este amor...
ronronando macio
pelos telhados deste país
Oh! O amor acordou num dia
chuvoso,ventoso e frio
esqueceu que alegria também
se vai numa tarde gelada
acenando ao subir no trem
rumo a corrupta hipocrisia
esta das alianças e fraternidades
E agora?
Onde o amor se fará feliz novamente?
Provem-me!
Duvido...
De onde surgirá a mais pura alegria..
Da tua hipocrisia?
Deve ser nos letreiros
destes jornais matutinos

Violetta

Se Pegar Mata


Se pegar mata...

minha gata no cio está
fico aqui aqui enlouquecida
com tanto fogaréu ,urros a madrugada
cdade a fora
a vizinha chata
já cá reclamou
deve ser ciúme da gata
pois cio nunca mais entrou
e eu cá ...ouvidos a doer
lembrando que
se um gato aparecer
urros não poderei dar
eta gata arretada
coitadinho do gato
se pegar mata

Violetta

Madrugadão


Madrugadão

Que judiação
faz Deus então
leva ao Céu
o meu mais fiel amigão
Toby do coração
Ficando aqui pois
urubus todos
tamanha maldição
esta do telão
fico eu lacrimosa
desde então
com tamanho pastelão
que assisto no madrugadão
Castigo de Deus deste então.


Violetta

Manipulação da solitária forma de não ser-me como você


Manipulação da solitária forma de não ser-me como você


A solidão faz você escrever ?Ou não?
ser solitário é uma opção ou exclusão
há milhares destas opções bipolarizando todo o canto
poucos sabem curtir esta oportunidade de liberdade
embora aprisionada na urbanidade da mídia
o segredo é fazer de sua prisão,principalmente
a sua caverna dos raíssimos tesouros
este que se tem guardado
com tanto carinho longe de tudo e de todos
e só nós ,dentro de nossa alma sabemos bem como proteger este tesouro
disfaraçando-o em forma literatura,música e pintura
num ato distraído olha-se
o Céu,
perceba o Sol,
namore a Lua
e afaste você para bem longe
manipulação

Violetta

Cheirinho de Café


Cheirinho de Café

Quem ama cuida
protege de longe
ou de perto
com um abraço...
quem ama não
aprisiona,nem aniquila
deixa-se livre..
ao beijar os lábios
do ser amado
da distância o amor zela..
isto para quem ama
coisa rara....
poucos a sentem,nem podem
quem ama não penetra
nas camadas mais profundas
de um coração solitário
Deposita-se delicadamente
como o aroma do café
numa manhã de esperança
aquela que só quem ama sente
portanto quem ama não espiona...
não desconstrói os sonhos do ser
amado pois ao espionar
perde o ser que ama
pois este muito inteligente
vai se libertar do falso amante
psicopata que tortura
cada ato do ser amado
fingindo-se imortal
ao ponto de perdê-lo
na chuva ....


Violetta

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sacrilégio


Sacrilégio

foi eu ter te encontrado
e ai tudo mudou
da cabeça para baixo
desacomodou o meu mundo
profanamente
você me desatinou
e agora
me dá aquele medo
e não posso fugir
pois você aprisionou-me
no território da ferina
sedução
fico eu aqui tristinha
sem você..
sua impiedade
me faz latejar
de tanta dor
deste medo
de não poder
disparar de você e da sua voz...
medo medonho você ein!!
Sacrilégio seu
aprisonar-me .
deste impiedoso jeito...
medo....
fiando-me até
você...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Desacato


Desacato


Desacato-me de minhas
maniáticas rotinas
tão bem cameleadas
estas que incitam
as mentes de vossas
calúnias pueris
das inúmeras e históricas
monstruosidades
sejam elas científicas
religiosas ou
artísticas
sim pois até estas
corrompem-se
ao soberano e doentio
bicho-homem
integro-me
ao centro de minha
interna irreverência
esta de ser-me
toda espontânea
por meses e meses
tiranamente espreitada
devassada
por você
obsoleto carrasco...
carente de um beijo
da estrela solitária no
Cosmos
este que todas as noites
pincelou o breu do meu sono
cobrindo-me de luzídios pontinhos
Tentando embalar minha
voluntariedade
impropéria
esta que me impulsiona
a te deixar aprisionado
pela mais doce
e meiga ironia
a de todo dia
renovar-me
por entre estes fenômenos
Todos
de minha cingida
selvageria
oceânica

Violetta

Gatunamente



Gatunamente

minha sensualidade felina
lança -se ao aroma ventoso
olho gatuno este meu
estreitando-te no amendoado
e sedutor olhar
percebendo-te
lanço ventos,redemoínhos
arrancando concepções tuas
num delicado e ronronar
espreguiçante
sorvo teu árido olhar
numa tarde chuvosa
de um inverno domingueiro
de 10 graus.....

Violetta

Inspiração


Inspiração

Que soberba musicalidade
desperta-me ao amanhecer
rouxinol este que me conduz
toda encantos
aos acordes de mais um
auge do meu poetar-me
melodia suprema
ouvi-la cegamente
anelando-me a cada tom
ligo-me a ela pois
e voo à plenitude
agora não mais só
extasiada desta
cumplicidade secreta
decifrando-a
a cada sensação

Violetta

Desacato


Desacato


Desacato-me de minhas
maniáticas rotinas
tão bem cameleadas
estas que incitam
as mentes de vossas
calúniass pueris
das inúmeras e históricas
monstruosidades
sejam elas científicas
religiosas ou
artísticas
sim pois até estas
corrompem-se
ao soberano e doentio
bicho-homem
integro-me
ao centro de minha
interna irreverência
esta de ser-me
toda espontânea
por meses e meses
tiranamente espreitada
devassada
por você
obsoleto carrasco...
carente de um beijo
da estrela solitária no
Cosmos
este que todas as noites
pincelou o breu do meu sono
cobrindo-me de luzídios pontinhos
Tentando embalar minha
voluntariedade
impropéria
esta que me impulsiona
a te deixar aprisionado
pela mais doce
e meiga ironia
a de todo dia
renovar-me
por entre estes fenômenos
Todos
de minha cingida
selvageria
oceânica

Violetta